Qual médico trata o dependente químico?

Qual médico trata o dependente químico?


Antes de entender qual médico trata o dependente químico, precisamos compreender que antes de mais nada, a dependência química nada mais é do que um transtorno mental. Sendo assim, os médicos que devem trabalhar em conjunto para ajudar o dependente são o psicólogo e o psiquiatra.

O fato é que o uso de drogas atualmente é considerado um problema gravíssimo de saúde pública no Brasil, geralmente as pessoas acabam entrando para esse mundo sem levar em conta que podem se viciar e isso pode ser um grande problema.

 

Sobre a dependência química e o médico que trata o dependente químico

Na realidade, não basta apenas saber qual médico trata o dependente químico precisamos entender um pouco mais sobre os números, e de acordo com o Relatório Mundial sobre Drogas do ao de 2015, segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) cerca de 246 milhões de pessoas entre 15 e 64 anos fizeram uso de drogas ilícitas no ano de 2013.

Isso é para ter uma noção, naquela época em torno de 5% da população mundial usou drogas ilícitas, ademais, aqueles usuários de drogas problemáticos acabaram somando em torno de 27 milhões, sendo que metade dessas pessoas fizeram uso de drogas injetáveis.

Já no Brasil, esse índice é de mais ou menos seis milhões de brasileiros que efetivamente são dependentes químicos, sendo que isso acaba equivalendo a 3% da população geral e total morando no país.

De acordo com psiquiatras, a dependência química nada mais é do que uma doença, essa que é causada justamente pelo consumo repetitivo de determinadas substâncias, lembrando que as mesmas acabam levando a sérios prejuízos financeiros.

Além do mais, a própria Organização Mundial da Saúde (OMS), acaba definindo que a dependência química é ainda uma doença crônica, que também é progressiva, sendo que a mesma piora ainda mais com o passar do tempo, e que gera algumas outras doenças fatais.

 

Sobre o tratamento para a dependência química

Certamente é importante compreender que o tratamento é multidisciplinar, logo o mesmo acaba envolvendo médico psiquiatra, psicólogos, e demais outros profissionais, tudo dependerá efetivamente do caso em questão.

Além do mais, geralmente o uso de medicação acaba sendo de grande utilidade, justamente porque ajuda a conter a vontade de usar e ainda é capaz de diminuir os sintomas de abstinência que aparecem.

Lembrando sempre que muitas vezes, os familiares acabam tendo que realizar a internação podendo ser voluntária ou involuntária e compulsória, acaba sendo um instrumento bem útil em casos mais selecionados, assim, como buscar ajuda em grupos de mútua ajuda entre os mesmos: Narcóticos Anônimos e Alcoólicos Anônimos.

Os familiares devem entender ainda, que o apoio familiar realmente acaba sendo fundamental durante todo esse processo de tratamento, sendo assim, a família pode e deve se envolver, incentivando ainda o doente na busca pela abstinência, sempre entendendo que tal caminho acaba sendo bem tortuoso e que muitas vezes as recaídas são bem comuns nesse processo inteiro.

Os familiares precisam também fazer terapia para poderem entender como conseguir ajudar aos dependentes químicos que estão muito doentes!