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Internar ou não em uma clínica de reabilitação ?

Internar ou não em uma clínica de reabilitação ?

Conviver com a dependência química é uma difícil missão. Quando acontece a descoberta, a família fica transtornada, sem rumo e não sabe como proceder. Alguns ficam na negação, não querendo acreditar e acabam por fingir não ver o problema. Minimizam os fatos, justificam comportamentos, mas sofrem em silêncio.

Há aqueles que se desesperam e partem para ação desordenada. Não conseguem ouvir nem o dependente, nem profissionais. Agem de forma inadequada e não conseguem trazer a solução do problema. Seja qual for a reação do familiar perante a descoberta do uso ou abuso de álcool e de outras drogas de um ente querido, o que não muda é o sofrimento. Este é igual para todos, independente de faixa etária ou classe social. Todos passam a fazer parte de um submundo com o qual jamais estiveram preparados para lidar.

Sabemos que não existe regra para o tratamento da dependência química, mas sim, um “menu” de opções. Como a doença, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde, é multifatorial, são vários os aspectos que devem ser considerados na composição de uma proposta de tratamento. Porém, o que fará a diferença é a adaptação de cada indivíduo a cada proposta.

Não existe o método ideal para todos, mas sim, aquele que funciona para atender às necessidades de cada ser humano. Então, o que fazer após a constatação do uso? Geralmente, a família busca o compromisso com o usuário e o monitora, para grantir esse compromisso. Também conta com o apoio de parentes e amigos. Aproveitam a ocasião para um bom diálogo e para a colocação de regras claras que serão cobradas posteriormente.

Sentindo que poderá ter perdas, o usuário, nesta fase, pode optar pelo abandono do uso e, com um bom acompanhamento por parte dos familiares, a situação poderá, então, se resolver, mas se ainda assim não der certo, é hora de buscar a ajuda de profissionais e clínicas especializadas.

Muitos, conscientes de que não conseguem de outra forma pedem ajuda e se internam voluntariamente. Outros, atendem às exigências da família, pois já entenderam que a situação não poderá ficar como está. Muitas famílias só lhes dão esta opção. Mas, ainda há os que não aceitam nenhuma proposta de tratamento e, devido ao uso, colocam em risco a própria vida e a de outros. E nessa hora, são internados contra a vontade, ou seja, involuntariamente.

Seja qual for a decisão ´pe importante que a família mantenha-se sempre unida para vencer esta batalha.